De todas as coisas que eu possa sentir falta nessa vida, talvez eu sinta de momentos como esse de agora, no qual estou calma e tranquila com o céu na minha frente, sentindo a brisa do vento sem muitas preocupações (quer dizer, coloquei-as no lugar delas!) e com um silêncio bastante agradável em casa. E o melhor: qualquer coisa que venha a ser feita agora passa por minha exclusiva vontade e decisão, mas estou adorando esse silêncio quebrado, tão somente, por uma boa música. Fi...ca como está!
É aquela hora de olhar pra si mesmo e reconhecer a satisfação por ter uma boa independência, por ter aprendido aos poucos a lidar com ela, por ter ainda uma liberdade gigantesca (devo reconhecer que existe quase um mundo na minha frente!) e, por óbvio, há um grande punhado de responsabilidade, o que também não deixa de ser prazeroso, olhando pelo lado de como a gente aprende a viver com isso.
Enfim, a tranquilidade é nítida e a solidão não dói, pois resolveu mostrar todo o seu lado positivo. Milagre! E aí estou em um bom momento com essa grande companheira de tanto tempo. Não estamos nos engalfinhando, nem estou dizendo como ela é ruim muitas vezes, embora ela saiba disso realmente. Só que ela sabe também quando eu digo que é bom viver sozinho, porque - apesar de tudo - é bom mesmo. Há vantagens como fazer tudo na hora em que você escolhe, sem qualquer problema. Estar sozinho é, de fato, ser mais livre. E sabe quem resolveu se aquietar também? A saudade. Até ela resolveu contribuir nessa aura de tranquilidade. E com ela também já briguei, porque simplesmente não larga, sabe? Grudenta demais. Sempre existe. Até agora mesmo ela existe, mas de vez em quando ela resolve ficar quietinha e aí fica tudo legal. Está no seu devido lugar.
Aliás, tudo parece estar no seu devido lugar agora. Desde a arrumação da casa de fora até a organização na casa de dentro. Também pudera, não é? Depois de umas temporadas de absoluta loucura e bagunça, era realmente merecida essa época de calmaria.
É como dizem mesmo: depois da dor, vem a alegria. Depois da tempestade, a calmaria. Como não aproveitá-la? O céu me parece mais bonito, embora não estrelado e não lembro a última vez em que havia parado para observá-lo sem considerar isto uma perda de tempo, mas uma forma de renovação de energias. E a natureza é bastante renovadora. É porque ninguém dá muito valor a esse ponto. E o vento? Tão bom, vem trazendo e vai levando tudo que precisava para ficar melhor. Realmente, estou aproveitando cada minuto dessa paz. Paz que a gente precisa pra seguir em frente!