Fool Again

"Eu devia ter previsto isso."

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Paz


De todas as coisas que eu possa sentir falta nessa vida, talvez eu sinta de momentos como esse de agora, no qual estou calma e tranquila com o céu na minha frente, sentindo a brisa do vento sem muitas preocupações (quer dizer, coloquei-as no lugar delas!) e com um silêncio bastante agradável em casa. E o melhor: qualquer coisa que venha a ser feita agora passa por minha exclusiva vontade e decisão, mas estou adorando esse silêncio quebrado, tão somente, por uma boa música. Fi...ca como está!
É aquela hora de olhar pra si mesmo e reconhecer a satisfação por ter uma boa independência, por ter aprendido aos poucos a lidar com ela, por ter ainda uma liberdade gigantesca (devo reconhecer que existe quase um mundo na minha frente!) e, por óbvio, há um grande punhado de responsabilidade, o que também não deixa de ser prazeroso, olhando pelo lado de como a gente aprende a viver com isso.
Enfim, a tranquilidade é nítida e a solidão não dói, pois resolveu mostrar todo o seu lado positivo. Milagre! E aí estou em um bom momento com essa grande companheira de tanto tempo. Não estamos nos engalfinhando, nem estou dizendo como ela é ruim muitas vezes, embora ela saiba disso realmente. Só que ela sabe também quando eu digo que é bom viver sozinho, porque - apesar de tudo - é bom mesmo. Há vantagens como fazer tudo na hora em que você escolhe, sem qualquer problema. Estar sozinho é, de fato, ser mais livre. E sabe quem resolveu se aquietar também? A saudade. Até ela resolveu contribuir nessa aura de tranquilidade. E com ela também já briguei, porque simplesmente não larga, sabe? Grudenta demais. Sempre existe. Até agora mesmo ela existe, mas de vez em quando ela resolve ficar quietinha e aí fica tudo legal. Está no seu devido lugar.
Aliás, tudo parece estar no seu devido lugar agora. Desde a arrumação da casa de fora até a organização na casa de dentro. Também pudera, não é? Depois de umas temporadas de absoluta loucura e bagunça, era realmente merecida essa época de calmaria. 
É como dizem mesmo: depois da dor, vem a alegria. Depois da tempestade, a calmaria. Como não aproveitá-la? O céu me parece mais bonito, embora não estrelado e não lembro a última vez em que havia parado para observá-lo sem considerar isto uma perda de tempo, mas uma forma de renovação de energias. E a natureza é bastante renovadora. É porque ninguém dá muito valor a esse ponto. E o vento? Tão bom, vem trazendo e vai levando tudo que precisava para ficar melhor. Realmente, estou aproveitando cada minuto dessa paz. Paz que a gente precisa pra seguir em frente!
Postado por Laís Inácio às 17:10 Nenhum comentário:
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terça-feira, 8 de julho de 2014

...


Eu não sei se vai ser, nem como vai ser. Não faço a menor ideia, mas carrego uma certa desconfiança (com razão) de que isto tudo seja mesmo verdade. Ao mesmo tempo, desejo (como nunca) que seja mesmo.

Na verdade, há uma série de fatores que me perturbam a mente e me deixam estranhamente inquieta. Talvez eu deva me preocupar menos em saber das coisas e caminhar para descobrir. Caminhos que a gente já conhece não nos incentivam a arriscar, a dar tapa pra bater.

Tenho alguma ideia do que tudo isto possa significar, embora não seja a ideia que eu gosto de ter. Sinto-me preparada para ser do jeito que penso e acho, mas estou pronta para me surpreender também. E seria bom se isso acontecesse, mas eu não sei se vai acontecer. Sei de muito pouco, na verdade, mas sei que estou feliz com tudo isso. Sim, porque se existe alguém da cidade que eu realmente gravei na memória por muito tempo era exatamente aquele que, agora, está bem na minha frente, a um passo de distância. É hora de dar o passo, então.



Postado por Laís Inácio às 22:03 Nenhum comentário:
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domingo, 12 de janeiro de 2014

Deixa ver

  • Então eu acho (e continuo achando) que certo aspecto da minha vida merece ficar como está. É melhor ficar como está. Não é uma questão de conformação ou desistência (até porque só se desiste de algo que vinha sendo feito, o que não é meu caso). Apenas sinto que o ''prazo de validade" para ele passou - pelo menos por agora. Mas que ideia absurda! A vida não tem "prazo de validade" determinado e específico, bem como tudo aquilo que pode ou não ser encontrado também não tem. E, realmente, eu nunca estabeleci um "prazo'', uma data, dia e hora específicos para dizer "parei". Apenas penso que é melhor deixar assim, antes que venha um emaranhado de coisas difíceis que certamente precisariam ser feitas por mim. Eu sei que parece ser uma ideia absurda, mas faz sentido para mim. Talvez estivesse disposta a isso até certo momento, quando percebia que poderia haver alguma diferença importante. Só que depois percebi que não havia a menor razão para esta disposição. Acabou ficando sem sentido, porque eu estava disposta a simplesmente nada. Nada e nada. E depois de perceber que, realmente, do jeito que está é o mais adequado (ao menos na minha visão um pouco mais racional) aí sim perdi a disposição para esse nada. Eu sou tão estranha que consigo me dispor ao nada, ao além. Mas, se brincar, eu nunca nem tive isso. E aqui lembro de uma amiga que sempre me diz o quanto sou pessimista para algumas coisas e diz também que tenho o poder (como ninguém) de me colocar para baixo ou de me colocar como invisível para algumas coisas. E não é não? Eu concordo com ela, sempre acho engraçado porque tenho muito disso mesmo. Ocorre que não consigo perceber de outra maneira a minha realidade e, como sempre digo, sou apenas realista. E talvez nem seja uma questão de se colocar como invisível, talvez seja apenas a consciência de que preciso me retirar, de que é melhor deixar como está e ir embora. E pode ser que a visibilidade necessária não tenha sido alcançada. Não tem como escapar disso. Aí você pode pensar que eu me retiro cedo demais, sem nem esperar pra ver o que acontece. É, concordo, eu não costumo esperar muito para ver o que acontece e, normalmente, se algo aconteceu, meu instinto é muito mais de fuga do que de permanência. Parece até que vivo para me defender, mesmo quando não há ninguém querendo me atacar. É estranho. E, se tudo estiver indo bem, eu não consigo acreditar que está indo bem. Tem algo errado, com certeza. Algo vai acontecer, porque não é normal ficar tudo certo. Sempre espero o momento de encerrar tudo e de me retirar. E isso se deu nas inúmeras vezes que me vi pensando "poxa vida, eu preciso me retirar por alguma razão que eu não queria que existisse". E de retirada em retirada, a gente acaba sem querer chegar de novo ou sem querer que chegue. É todo um processo, toda uma construção de realidade e de consciência que me faz pensar apenas: é melhor deixar do jeito que está. Independente do que isso represente. Pode ser que eu precise amadurecer um pouco mais, não enquanto experiência de vida, porque já venho tendo muitas, mas enquanto pessoa, enquanto ser humano que pode ser visualizado dentro de uma sociedade. Mesmo. Por ora, somado a todos os outros fatores já comentados (consciência e "prazo de validade") só consigo imaginar que o certo, o certo mesmo é ficar aqui, como estou. Do jeito que está já é algum jeito. E pode ser o mais adequado, até que surja o momento de dizer que não é mais. Por ora, deixa eu assim. Está tudo bem, certo? A gente sempre pode fazer escolhas diferentes quando achá-las mais corretas pra nossa própria vida.

Postado por Laís Inácio às 10:02 Nenhum comentário:
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